5.1.08 28.12.07 O CACHORRO
Postado por João às 23:03Naquele dia, ou melhor, naquela noite, os primeiros minutos de 25 de dezembro, enquanto Jesus Cristo nascia no Vaticano, a Rita não pôde aparecer na internet. Fiquei cansado de matar a madrugada no computador e fui escovar os dentes. No meio do caminho, parei por alguns segundos. Detive os passos diante do meu cachorro, já tão velho e enfraquecido. Até encontrar algum movimento de pulmões sob seus pêlos encardidos, houve um vazio angustiado, um pedido quase desesperado: sobe! sobe! sobe, porra!, até que o corpo do meu velho e surdo fox paulistinha inflou e murchou, iniciando, agora sim, glória a Deus nas alturas, algum movimento ritmado, acompanhado de um curto resmungo. A visão demora a responder às freadas brucas do corpo: se não li isso em nenhum lugar, fui eu mesmo que inventei este aforismo nas minhas tão juizforanas filosofias de ponto de ônibus. Por isso afirmo que nossa visão é uma merda incompetente. E ainda gastamos dinheiro querendo ver outras galáxias. Esse tipo de pedido doloroso por algum sinal de vida nos meus cachorros se tornou uma coisa comum, acredito, desde uma certa manhã de domingo de 1999, enquanto voltava de mais um campeonato de futebol de botão. Encontrei nossa cadela deitada ao pé do coqueiro, babando a gosma esverdeada da morte, a geléia que expulsou sua alma carente para algum lugar sob os pés de Krishna. Ela sempre me passou muita tristeza, mesmo quando se esfregava nas nossas canelas abanando o pouco de rabo preto que tinha. Nem mesmo morta ela perdeu aquele frágil olhar de súplica. Se somássemos todo o tempo que passei procurando vida nos meus cachorros enquanto eles atravessavam os vales de Morfeu, você entenderia, ó leitor, olhando desde fora, a lenta dor rolo-compressora da criança que não vê a vida (já esvaída) de seu adorável companheiro, seja ele cachorro, peixe, iguana ou amigo invisível, pobre perda daquele que não argumenta contrariamente, que não lhe aponta o dedo em riste e te lembra que há buracos no teto, que não se delicia com seus mais estúpidos minutos na frente do espelho, enquanto você pede por algum sinal de vida. Digo "você" porque eu ainda paro ao lado dos meus cachorros; eu diria "nós" se o assunto não fosse o cachorro aparentemente inerte, mas sim aqueles estúpidos minutos. Vez ou outra, é verdade, despertei os pobres coitados com algum movimento brusco e essas foram as vezes mais ridículas, em seu sentido mais ridículo, o de "risinho". O cachorro está vivo, pois bem. Então escovei os dentes e me deitei. Comentários: 24.12.07 AUSÊNCIA DECEMBRINA
Postado por João às 23:46E já faz alguns dias. Mesmo a cento e poucos quilômetros de distância, eu continuo me calando por causa dela. Não apenas por sua doce, imprescindível, rubra e hipnotizante tirania, mas porque sem ela pouco resta a ser dito, estes dias e noites de dezembro, tudo tão solitário e sem suas belezas. Ela?, ficar pensando e repensando nas nossas pendências?, nunca acredito muito nisso, ela deitada pensando, aplicando Báskara aos problemas possivelmentes, alguns deles tão pouco verossímeis que somente uma mente com resquícios idealistas como a de lovely Rita poderia enxergar debaixo de uma semana passada embaixo do nosso estreito edredom verde e amarelo quadriculado, aquele que mal nos cobre e no qual ela confessou ter derrubado uma pelotona de sorvete e pegou rápido e enfiou na boca e depois riu um pouquinho porque eu estava do seu lado e ela achou que eu iria brigar. Lembre-se que eu já tenho vinte e três anos e não mais me irrito com sua pouca habilidade com talheres, apesar de ainda me tirar do sério o seu descaso com os panos de prato. E eu me bato por não ter visto nada da história do sorvete, saiba que eu queria ter visto isso para poder me desmontar mais um pouco sob você e para abrir, alguns dias depois e a uns cento e poucos quilômetros de distância, um sorriso do tamanho das montanhas que agora nos separam nessa época de ceia, presente, presépio e lei frouxa. Nessas ausências, tão minhas que eu me desespero apenas lembrando, eu me engulo e me deito olhando pela janela, perdendo a vista em meio aos faróis dos carros que se denunciam e pela janelas das casas lá no alto, provavelmente também esperando que o bom humor de gelatina da Rita permaneça bom. Eu sempre te desculparei pelos problemas que você amplia, é claro que eu vou te desculpar. Parece coisa das noites em que eu estou dormindo por aí, as árvores dos quintais vizinhos criando sombras de gárgulas e dráculas no vidro enquanto os vizinhos, não os dos quintais, mas os de prédio, nada fazem além de papear. E eu deitado, com a cara virada para a janela, olhando a luz lá fora, pedindo que _________ Rudá, Rudá!... _________ Tu que secas as chuvas, a Rita sabe muito bem que é ela a minha marvada, minha chère indolente. O que ela não deve saber é que eu sempre me esforcei para ler Le serpent qui danse sem me influenciar por Serge Gainsbourg. Quando o ouvi pela primeira vez, Baudelaire era, para mim, L'horloge e mais umas meias dúzias de poemas. Quando ouvi a tal versão de Gainsbourg, algum tempo depois de a Rita ter arrombado a minha porta vestida de amarelo, cor que sempre detestei mas que nela fica uma coisa assim meio "um girassol da cor de seu cabelo", depois disso Baudelaire se tornou o máximo e a Rita sabe disso. "Ainda moro nesta mesma rua". Descobri através da voz de Gainsbourg que o corpo de Rita se penche et s'allonge _________ Comme un fin vaisseau _________ Qui roule bord sur bord et plonge _________ Ses vergues dans l'eau. E nessa época eu achava o máximo reconhecer avons-nous donc commis une action étrange? Explique, si tu peux, mon trouble et mon effroi em Je vous salue, Marie, filme que é menos difícil do que parece e que me encanta pelo seu estúpido marasmo. "Eu vos saúdo, Maria", pobre tradução, e eu te ensinei que era "Ave Maria". Então a Rita não sabia, talvez ela nem gostasse de saber, ela é minha sixties' Jane Birkin, minha eighties' Juliette Binoche. Li em algum lugar da internet que Gainsbourg estava sentado no hall de um hotel e Jane Birkin derrubava as paredes da Sistina, uma a uma, simplesmente descendo os não sei quantos degraus da escada. Assim babara Gainsbourg, assim babo eu com o andar de minha Rita, que na época já era mais ou menos minha e que derrubou os vidros, os caixas eletrônicos, os clientes, você derrubou aquela agência do Banco do Brasil, sua destruidora. Foi meio assim como naquele dia, eu fiquei te olhando e você era um nome, você era só uma pessoa legal, um nome ainda minúsculo, alguém. Nós ainda não sabíamos que você estava passando de alguma para alguém, de uma para a, de ela para você, ou seja, você ainda não era tudo o que você é hoje, algumas dezenas de meses depois. Você começava a deixar de estar na terceira pessoa. E eu fiquei te olhando. Aquele dia do banco. Eu repito esta história quantas vezes forem necessárias porque foi assim, foi o desabrochar de ei-la, eis ela e depois você, a única. Uma outra vez, quando andamos o dia inteiro e você se enquietou, você engoliu as palavras para engolir também a dor nos pés, cada passo que você dava era uma agulha se enfiando no peito do seu pé e era maravilhoso ver que você admirava a curva da Rua dos Franceses como quem adivinhasse a palmeira no deserto. E fiquei te observando, a rua em declive se transformava na escada de Jane Birkin. Aí está. La voilà. Ei-la que não sai de onde se enfiou: meu todo esburacado. Pois saiba, você, que ele se descobriu assim quando você se enfiou nele. E ela me afoga, me sufoca, me aperta e me desmonta. Eu não sei se luto para me desafogar de Rita. Porque a Rita tem suas cretinices mais absurdas e, por isso mesmo, elas são as mais deslumbrantes, like a ball and chain. Comentários: 28.10.07 SILÊNCIO
Postado por João às 00:40E hoje, só as fotos dela no mural, já fazia um tempo que eu não tinha a Rita aqui, ela deve estar no trigésimo quinto sono e eu aqui, pensando nas nossas tortuosidades, acreditando que ela está sendo nanada pelos meus bons eflúvios, minhas good vibrations, pelo pensamento positivo. Dorme, pombinha. Cortázar diz tudo, e disse inclusive que depois do capítulo 68 vem o capítulo 9, e é assim que tem que ser. O 9 é aquele em que a Maga não está entendendo porcaria nenhuma e chega mais perto do Horacio. - Etcétera - dijo Oliveira, malhumorado -. Hablando de los sentidos, el de ustedes parece un diálogo de sordos. La Maga se apretó todavía más contra él. "Ahora ésta va a decir alguna de sus burradas", pensó Oliveira. "Necesita frotarse primero, decidirse epidérmicamente." Sintió una especie de ternura rencorosa, algo tan contradictorio que debía ser la verdad misma. A Rita já leu isso, mas não deve se lembrar. Não importa, quem é que solta as borrachadas depois da coisa toda sou eu. E foi assim, depois de uma hora de coisas que preciso sentir novamente para então perguntar à Rita se eu posso falar como é que são, que comecei um adjetivadíssimo discurso sobre a censura e seus tentáculos. Às vezes eu acho que a imagem é menos deprimente do que assustadora. A lâmina não corta apenas a língua, mas pega mais para baixo, no pescoço. Quando eu penso nas guilhotinas parisienses ou nos matadouros de bois e frangos, ou então nas facas enferrujadas com que os invasores ocidentais ou ocidentalizados, como jornalistas coreanos, são degolados no Oriente Médio, eu sinto como se todas fragilidades mentais e físicas do homem estivessem num jogo de espelhos, embora não saibamos, nem eu nem você nem estas mesmas fragilidades, quem é que está do lado de cá, quem é que pode dar um passo atrás e fazer parar essa porra toda. A cabeça não sai voando sozinha, é óbvio, e seria até engraçado ver uma cabeça pipocando assim, puque!, sem mais nem menos, mas não é assim, sempre tem alguém controlando o espetáculo da garganta dilacerada. Ver alguém perdendo a cabeça dói no saco, cara. Nem cena de tiro na cabeça me derruba, como aquela da garota sendo apagada no Tropa de Elite. Porque é filme, coisa e tal, e a menina vai aparecer em alguma novela daqui a algum tempo. Teve uma vez, na casa do meu primo, meu estômago embrulhou e eu fiquei desidratado, meio tonto, até um pouco catatônico, vi o vídeo de um gordo com cara de gordo americano sendo degolado por uns encapuzados árabes. E eu sempre me achei o fodão, o fodão que permanece impassível diante dessas coisas, mesmo tendo, lá nos fundões da memória adolescente, uma palestra de escola pública sobre aborto que me fez sair da sala tropeçando em todo mundo que teimava em aparecer no meu caminho. A única coisa razoavelmente boa daquela palestra foi a interferência dos fractais dietilamídicos que a tontura provocou nos meus já míopes processos de codificação da luz. Ou decodificação? Pois bem, eu era idiota e achava que a forma se despe do conteúdo assim, num puque!, e lá estão o avião se esplatifando contra a torre gêmea. Hoje eu sou menos idiota, e me sinto bem mais confortável pensando que o fogo das explosões em Nova Iorque é bonito na medida em que revela a "fragilidade do sistema capitalista". Alguma coisa assim. Milhares de mortos à parte, vamos pensar no desabrochar das idéias. Não foi com essas palavras nem com essa seriedade toda, mas um dia desses fui mais ou menos acusado de não saber pesar os impactos psicológicos da ditadura. Só porque eu não achei aquele O ano em que meus pais saíram de férias lá essas coisas todas. O menino é bem fraco. E olha, só a primeira cena de Tropa de Elite já põe esse filme literalmente no microondas. Tudo bem, eu sei que eu não vivi sob decretos de censura. Às vezes, nos meus lampejos heróicos, como aqueles que se agitam em mim quando leio algum trecho de Macunaíma ou quando me lembro do Gabeira esculachando o Severino ou quando vejo as mais límpidas manifestações da dialética ou quando a Jade Barbosa ganhou ouro no Pan, sabe?, Gigante pela própria natureza, / És belo, és forte, impávido colosso, quando temos vontade de sair de nossos pequenos burgos encadernados e ir para as ruas gritando gritos que chamam as rimas mais forçadas com aquele lindíssimo "um, dois, três, quatro cinco mil", essa progressão maravilhosa, existe algo mais adequado para caracterizar o "vem, vamos embora, que esperar não é saber", a marcha dos cento e tantos milhões? Eu, duvido. Meu deus, desliga essa essa televisão. Eu detesto novela das seis. Se bem que na próxima vai ter a Letícia Sabatella. Às vezes, quando eu me acometo destes lampejos heróicos, eu acho que sou capaz, sim, de emitir julgamento a respeito destes eventos. Aliás, meu deus, nos últimos cinco anos, eu tenho vivido dentro de uma instituição pública, um dos locais em que a mais nojenta burocracia, resquício do Estado ditatorial... - Ai, pára com essa porra toda e me deixa prestar atenção ali. Já ouvi, mais de dez vezes, a história dos versos de Camões impressos no lugar das notícias censuradas pelos generais da vida. Camões é uma bela escolha, vês aqui a grande máquina do Mundo, etérea e elemental, que fabricada assi foi do Saber, alto e profundo, que é sem princípio e meta limitada. Quem cerca em derredor este rotundo globo e sua superfícia tão limada, é Deus: mas o que é Deus, ninguém o entende, que a tanto o engenho humano não se estende. A censura a que estamos expostos, nós, os "jovens", só não é mais terrível do que aquela que sofreram nossos pais, eu digo os pais da nossa geração, porque os porões do DOPS, que fim levaram? Eu bem sei que, na superfície, estou pensando besteira. O que quero dizer é que a coisa não é mais institucionalizada. Eu tenho uma revista que traz uma matéria sobre o livro do Bob Dylan e, intelectualizada que é, a revista também coloca a questão da liderança através da indústria cultural, mais especificamente a música pop - daí a ligação com o Bob. Ah, foi você quem me deu essa revista, você aí usando a novela das seis para recolher o que a gente esparramou. Você fica meio quieta, com esse nariz pontudo, com esse pezinho de sabão, e essa mania de se enfiar debaixo do lençol. Que merda, você parece a Sara do Bob Dylan, já que estamos falando nele, Sara, Sara, so easy to look at, so hard to define. Eu sempre pensei sobre isso, mas de forma mais orgânica, pouco analítica. Minha raiva do papel centralizador dos vocalistas das bandas, por exemplo. Talvez pela minha formação musical (qual mesmo?), eu sou levado a defender a "cozinha". Lembro que, quando morreram os Mamonas Assassinas, minha mãe falou ele era tão legal. "Ele" quem, porra? Por que é que o vocalista tem que falar mais? É por isso que eu gosto do Cream. Mas voltando à revista, na capa da matéria sobre a liderança tem uma foto do público de uma rave "na selva, próxima a Manaus". "Quem é o líder deles?", pergunta-se o autor do texto. Um dia desses, eu estava em uma aula e não-me-pergunte-como também surgiu esta questão. Não me lembro, a aula era de manhã e você sabe como eu demoro algumas horas para me tornar gente. E as minhas tendências the times they are a-changin', segundo Bob. E foi aí que me lembrei da tal matéria de revista. Então foi você quem me deu essa revista. Sem saber, você estava me dando essa revista porque na página trinta e três tem uma foto do Bob sentado numa cama com as pernas abertas e você adora aquelas botas que ele está usando. E já faz mais de um ano que você quer que eu me compre uma bota daquelas. Você ainda me paga. Coitados dos pássaros que ficaram expostos à tal rave em Manaus. Dizem que os primeiros a sentir os impactos do aquecimento global são os animais livres. Isso tem uma coerência inquestionável, e só a nuvem de pernilongos que invade nossa casa, dia após dia, já é suficiente para afirmar que o bicho anda pegando por aqui, que a coisa já tá pegando nos bichos. Nestes momentos em que você abre a boca e me manda parar com essa porra toda, eu tenho vontade de responder à altura. Quando você me torra a paciência, e isso já aconteceu umas quantas vezes?, eu enchi o saco umas cinco vezes mais. Que nem quando você fala de algum cara bonito da televisão ou de algum cara que passa nessas calçadas por onde você provoca aquele arrastão, pois você anda assim, derrubando prédios e desintegrando os cartazes, aqueles mesmos que eu às vezes fico gostando de rabiscar com marcador vermelho de retroprojetor. Você não vê isso, e disso você sabe muito bem. Nestes momentos em que você me manda calar a boca, quando você fala de algum cara bonito, eu respondo muito mais agressivamente, falando de uma gostosinha qualquer da vida. Porque nesse teu jeito durão tem uma coisa extremamente mole. Eu bato para depois acolher, e nisso de fazer papel de esculachada, você, sua Rita de meia-tigela, você é a melhor. É por isso que eu te provoco. Você faz aquela cara de preterida, e você sabe que não, que não. Na cabeceira da nossa cama de solteiro sempre tem algum par de brincos. Você sempre enfia o despertador na gaveta do criado-mudo, tic-tac não é contigo, você prefere o tac-tac, você fica batendo em mim, tac-tac-tac-tac, você fica batendo e aos poucos me desmonta. Na mesa do outro lado da cama, sempre tem um cantinho para você botar o copo d'água que eu detesto que você ponha no criado-mudo, pois mancha a madeira, você sabe disso. Me diz, isso é ser preterida? Eu calo a minha boca para você ver essa porcaria de novela. Às vezes eu arrumo a casa, e você vem aqui para bagunçar tudo. E é mesmo tudo culpa tua. Antes de você, antes daquele encontro no banco e antes daquela pré-madrugada no ponto de ônibus, antes de Violeta Parra, de Adriana Lisboa, de ai, meu amor para sempre, nunca me conceda descansar, antes dessa aluvião todo, eu tinha um mundo desarranjado, que não precisava ser arranjado. Agora, eu nem tenho mais mundo algum. Você pode falar o que quiser, ou seja, as mais putas, as mais parideiras, elas são vênus na tua boca. Assim você me faz calar a boca, me faz parar com essa porra toda. Porque você me derruba junto com os prédios, entende?, eu calo minha boca por tua causa. Comentários: |
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o quê: não sei. quem: joão maní farjia. onde: terceiro mundo. como: com a cabeça no travesseiro, em pré-madrugadas no telefone, nos pontos de ônibus, nas travessias. quando: às vezes. por quê: subusos do "direito permanente à pesquisa estética". quantos: vinte e três. blogs e adjacências
alexandre faria dançando no campo minado excessos e enganos idéias mutantes rípi punk rajneesh templo da hydra the wrong girl
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